Higor Neves: “Onde está o equilíbrio em um Flamengo que sempre toma gols?”

FOTO: RICARDO DUARTE/INTERNACIONAL

Estamos apenas em maio. A competição mais duradoura do ano tem apenas dois jogos disputados e é certo que todos os danos sofridos até então podem ser reparados. Portanto, AINDA é possível reverter. Mas já ficou claro – até para o mais leigo, ou para rivais que pouco acompanham o Flamengo – que o técnico Abel Braga não é o mais indicado para comandar o plantel rubro-negro. Se quisesse (e houvesse tempo e espaço suficiente), poderia listar dezenas de erros cometidos pelo treinador nesse início de trabalho pelo clube da Gávea. Porém, hoje venho derrubar a falácia de que o Flamengo é uma equipe equilibrada. Mesmo que nem seja tão necessário eu apontar isso, até porque são poucos os que caem nessa insípida teoria.

Ainda em janeiro, o trabalho de Abel Braga já sofria críticas no Flamengo. A ideia de ter dois volantes – após o Fla render bem na maior parte de 2018 com apenas um jogador na função – não agradou tanto o torcedor rubro-negro. As contestações foram ainda mais acentuadas pelo fato de esse segundo volante ser Willian Arão, que já não goza de tanto prestígio com a maior parte da Nação. No entanto, o treinador saiu em defesa do atleta, em uma das entrevistas que deve marcar sua passagem pelo clube quando ela (finamente) chegar ao fim. Além de rasgar elogios a Arão, ele “ressuscitou” dois coelhos de uma vez só, aproveitando para ratificar o esquema de jogo que ele adota como uma muleta, como se essa fosse a única forma possível de ter bons resultados e eficiência.

“O Arão é um cara de muita entrega, tem uma função muito difícil, delicada. Ele faz o segundo volante, é um dos poucos jogadores que chega muito bem na área, dá equilíbrio à equipe”, foi o que disse o treinador no dia 26 de janeiro, logo após o apertado triunfo por 2 a 1 sobre o Botafogo. Mas o que estava por vir seria ainda pior.

– Eu não gosto de time de índio não (risos). Só atacar é meio complicado. É bom em determinadas situações, mas você não pode entrar em campo em desequilíbrio. Eu sei, medi bem a qualidade do Arrascaeta. A grande incógnita é que nós temos Bruno Henrique e Vitinho agudos, jogadores com as mesmas características. Mas o Arrascaeta também se sente melhor pela esquerda, como faz? Três daquele lado? Tem que ir com calma. Eu vou botar o que estiver rendendo melhor. Bom é ter muitas opções, ruim seria se não tivesse.

Agora retomo à pergunta que deu o título a esta coluna: será que o senhor Abel Braga pode apontar onde está o equilíbrio de uma equipe que sofreu 21 gols em 24 partidas? Pode apontar o equilíbrio de uma equipe que, mesmo tendo jogadores em boa fase defensivamente (como Diego Alves, Cuéllar, Rodrigo Caio e, até pouco tempo atrás, Renê) consegue ser tão vazada?

O futebol do Flamengo é fraco. As justificativas, mais ainda, chegando até à de que “é absolutamente normal perder para o Internacional“, pronunciada após uma atuação bagunçada e patética que culminou na derrota por 2 a 1 para o time de Porto Alegre. Para uma diretoria que prometia mudança de atitude, determinação e correção de erros, já passou da hora de reverter um erro que “só não vê quem não quer. Ou quem é amigo”, como bem representou o jornalista Mauro Cezar Pereira. É preciso de mudança rápida, enquanto ainda há tempo para isso.


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