Bruno Giufrida: “Análise: Fla começa bem, mas repete oscilação e sofre; Arão muda cara”

Flamengo jogou melhor do que o Corinthians durante o segundo tempo do empate em 1 a 1, na Arena, mas oscilou bastante no primeiro tempo. Apesar do bom começo, o time comandado pelo técnico Zé Ricardo caiu muito de rendimento depois do gol marcado por Jô, que acabou anulado, antes mesmo de os donos da casa abrirem o placar.

Até o assistente Pablo Almeida da Costa anular o gol legal do atacante corintiano, o Flamengo praticamente dominava o adversário. Tocava bem a bola, não era ameaçado. Bastaram uma boa chance para o Corinthians e uma saída de bola ruim do zagueiro Juan para o Rubro-Negro sentir.

Depois disso tudo, os visitantes apresentaram os mesmos erros da última quarta-feira, quando perderam por 4 a 2 para o Santos, na Vila Belmiro, mas avançaram à semifinal da Copa do Brasil. O Flamengo não conseguia mais colocar em prática a proposta de tocar a bola e pressionar o Corinthians.

– Quanto antes conseguirmos controlar essa oscilação, vai ser melhor. Sabemos que nos 90 minutos é muito difícil controlar isso. E prova disso foi o jogo de hoje: começamos bem e depois o Corinthians conseguiu ter um bom domínio. Isso mostra que nenhuma equipe vai ter o domínio durante os 90 minutos – analisou o capitão Réver após a partida.

Os toques, antes certeiros, começaram a não ser tão de pé em pé neste momento em que Réver admite que o Fla oscilou. Lançamentos passaram a ser recursos. E o Corinthians cresceu. Tanto que, alguns minutos depois, os donos da casa abriram o placar com Jô, numa jogada muito parecida com a que terminou com o gol de William, do Palmeiras, na Ilha do Urubu.

Neste domingo, o lateral-esquerdo Trauco tentou tocar para Guerrero no meio da zaga do Corinthians, que antecipou com Balbuena. O defensor avançou e tocou para Jô, entre Réver e Pará. O atacante corintiano ganhou na corrida e abriu o placar. Pelo Palmeiras, William havia aproveitado um lance muito parecido para empatar o jogo

A diferença é que na Ilha do Urubu o Flamengo dominava o Palmeiras. Na Arena Corinthians, o time comandado pelo técnico Zé Ricardo já havia passado a errar muitos passes e a apostar em cruzamentos – parecia que a confiança tinha ido embora depois do gol mal anulado de Jô. O gol adversário parecia questão de tempo só serviu para o Rubro-Negro se perder ainda mais na partida, mas o Corinthians não pressionou.

Até o intervalo, o Flamengo tinha sido dois: um time seguro, que começou praticamente controlando o adversário, líder do Campeonato Brasileiro, e um time visivelmente inseguro que não conseguia colocar em prática as jogadas pensadas. Os 15 minutos entre os tempos e o dedo de Zé Ricardo foram importantes.

Willian Arão e a mudança de postura

Depois do intervalo, o Flamengo voltou com uma alteração: Willian Arão no lugar de Cuéllar. Zé não costuma mexer entre os tempos, mas o fez contra o Corinthians. E deu certo. O camisa 5 entrou bem, fazendo com qualidade a função de quebrar as linhas defensivas adversárias – mais aberto pela direita.

O Flamengo voltou a ser o mesmo time organizado do início da etapa inicial – e sem oscilar. Com Éverton Ribeiro em tarde inspirada e Diego tentando a todo momento se livrar da forte marcação de Gabriel (que deixou marcas na mão direita do meia rubro-negro por causa de um pisão), os visitantes passaram a dominar o Corinthians.

– O importante é, na maior parte do tempo, estar bem, sabendo o que quer, o que fazer, como aconteceu hoje. Mas esse é um fator que devemos, sim, melhorar. Ainda falta um pouco para que possamos ser constantes e conseguir as vitórias – completou o meia Diego.

Depois de algumas tentativas de jogadas pelo alto, Réver empatou com um golaço após desvio de Juan. Com Berrío e Vinicius Junior em campo, outras duas alterações do segundo tempo, o Flamengo teve outras chances de marcar. A mais clara foi com Diego, que recebeu de Arão dentro da área, depois de boa jogada trabalhada, e desperdiçou.

O segundo tempo do empate em 1 a 1 com o Corinthians serviu para Willian Arão mostrar que ainda pode ajudar – e muito – o Flamengo. O volante, antes titular absoluto, perdeu espaço para Cuéllar, mas deu criatividade ao meio de campo rubro-negro, com Márcio Araújo mais recuado.

Fonte: globoesporte.com

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