Roberto Assaf: “Recomeça o resgate dos javalis selvagens da Gávea”

Os Javalis Selvagens rubro-negros ocupam a liderança do Brasileiro, mas não seria exagero dizer que ainda estão no fundo da caverna do campeonato, dado que restam praticamente dois terços para o seu fim. Assim, é fato que a turma será obrigada a atravessar os obstáculos que ainda estão pelo caminho, 26 deles, para chegar até a entrada da rocha, ou seja, encerrar a missão no topo da tabela.

A cavidade é profunda e extensa, o terreno é inóspito, eventualmente inundado, e exigirá do pessoal de resgate, que reúne cartolas e torcedores, não só o cuidado próprio de especialistas, mas a paciência de monges budistas.

Maurício Barbiéri assumiu a direção do Moo Pa da Gávea sob a desconfiança geral, mas desde o começo teve o respeito da rapaziada que comanda, e a exemplo do que fez o seu colega Ekaphol Chantawong, saberá tranqüilizá-los, notadamente agora que chegou o momento de começar o resgate.

Se não foi fácil para o bravo grupo de 12 meninos sair da Tham Luang Nang Non, também serão muitas as dificuldades dos rubro-negros para atravessar as passagens alagadas, nas quais há desníveis traiçoeiros, e pior, em alguns trechos a visibilidade quase nula. Pois é. Trata-se de trajeto com perda de jogadores para o exterior, desgaste físico causado por excesso de competições, prováveis equívocos de arbitragens, a possibilidade de erros comum a qualquer atleta, o imponderável do futebol, e ao contrário do que ocorreu em relação à libertação dos jovens asiáticos, muita gente torcendo efetivamente contra, nos obrigando a entoar o mantra Flamengo cada vez mais alto.

O plano para o resgate já foi traçado. Eduardo Bandeira de Melo, o nosso Prayut Chan-O-Cha, não é militar, e muito menos ditador, mas como fez o homem que manda na Tailândia, terá que escolher a dedo os mergulhadores que conduzirão os balões de ar pelas águas turvas da gruta que é o Brasileiro, para que ninguém seja vítima do afogamento que os adversários tentarão impor aos Javalis da Gávea.

A propósito, houve quem atribuísse o salvamento dos meninos treinados por Chantawong a um milagre, rechaçando o esforço dos especialistas, ou seja, jogando a ciência para escanteio. Mas nós, daqui, não devemos descartar nenhuma hipótese.

Enfim, vai recomeçar a temporada. Logo, vale dizer que aos nossos Selvagens valerá sobretudo mostrar empenho e jogar futebol, como tem ocorrido até agora. Assim, todos voltarão a Chiang Rai cobertos de glória, prontos para ganhar o reino dos céus.

Reprodução: Roberto Assaf | Rua Paysandu

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